O peso dos seus ombros
Ninguém interessante para conversar, nada além de ouvidos preenchidos por barulhos cadenciados, carregados com sincera melancolia. Nada além de fumaça e neblina em uma noite tão escura e fria. Choveu desde o cair da tarde, quando o dia se fez noite e todos foram para debaixo de seus guarda chuvas.
Ninguém disposto a te escutar, mesmo que lendo suas palavras. E elas parecem sair de um jeito tão sofrido. E só você sabe como foi duro o dia. Só você conhece o tamanho da angústia que carrega nos ombros. E eles vivem te julgando, fazendo pré-conceitos tendo como base o estilo de vida que você leva.
Todos estão juntos em algum lugar e não sobrou nenhum exemplar da raça para te dar atenção. Agora o cinzeiro se enche de filtros brancos - os amarelos já estavam forte demais - e você se esvazia em frente à tela, com os fones de ouvido fingindo ouvir seus pensamentos.
Todos estão bem longe daqui, fazendo algo mais divertido, vivendo sem pesos nos ombros, sem dores no ouvido. Todos estão fingindo ser felizes, mostrando os dentes para algum desconhecido, trocando telefones com a menina da mesa ao lado, fingindo ser um cara divertido .
Estão todos tão ocupados nas suas mentiras e talvez seja melhor não ter ninguém aqui agora para me escutar, mesmo tendo sido o dia tão esquisito - e os cigarros estão acabando, a sobriedade te apavora de uma maneira especial e seu impulso é sair pela rua atrás de alguma coisa que quebre a rotina, mas estão todos muito ocupados vivendo as suas mentiras - e a essa altura talvez o silêncio seja a coisa mais maravilhosa do seu dia.
Eles não sabem nada sobre a sua vida.
Ninguém disposto a te escutar, mesmo que lendo suas palavras. E elas parecem sair de um jeito tão sofrido. E só você sabe como foi duro o dia. Só você conhece o tamanho da angústia que carrega nos ombros. E eles vivem te julgando, fazendo pré-conceitos tendo como base o estilo de vida que você leva.
Todos estão juntos em algum lugar e não sobrou nenhum exemplar da raça para te dar atenção. Agora o cinzeiro se enche de filtros brancos - os amarelos já estavam forte demais - e você se esvazia em frente à tela, com os fones de ouvido fingindo ouvir seus pensamentos.
Todos estão bem longe daqui, fazendo algo mais divertido, vivendo sem pesos nos ombros, sem dores no ouvido. Todos estão fingindo ser felizes, mostrando os dentes para algum desconhecido, trocando telefones com a menina da mesa ao lado, fingindo ser um cara divertido .
Estão todos tão ocupados nas suas mentiras e talvez seja melhor não ter ninguém aqui agora para me escutar, mesmo tendo sido o dia tão esquisito - e os cigarros estão acabando, a sobriedade te apavora de uma maneira especial e seu impulso é sair pela rua atrás de alguma coisa que quebre a rotina, mas estão todos muito ocupados vivendo as suas mentiras - e a essa altura talvez o silêncio seja a coisa mais maravilhosa do seu dia.
Eles não sabem nada sobre a sua vida.

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