Pistache
Eu já não tenho mais sobre o que escrever. É mentira. Estou mentindo, porque na verdade eu tenho muito sobre o que escrever. Sobre todos aqueles dias de tantos meses, mas eles não caberiam aqui nessas linhas sedentas por histórias.
Eu falhei. E te peguei assim de surpresa. E eu juro que não foi por querer. Mas eu sentia coisas que não sabia explicar. E me mande notícias. Sabe aquele gosto tão forte que descobrimos na porta do supermercado? Eu sei, era de pistache.
E vamos os dois saber nada um do outro. Como naquela música que só eu ouço e todos odeiam. E continuo insistindo: me mande notícias, mesmo que ruins. A gente não sabe e não vai saber. Até um tempo passar.
Como se fosse muito fácil pra mim desistir de tudo. Eu sei, foi de surpresa. Eu sei, eu sei. Mas eu lembro daquela conversa e você meio assim, raivosa. E eu sei, a culpa foi minha. Eu falhei. Eu te perdi. Mas aquela essência do supermercado vai ficar. Um pedaço de pistache. E muita saudade.
Hoje eu fui ao bar. E amanhã também. Queimar os ossos na chuva dos mortos. Porque sempre chove no dia de finados. E depois desse feriado, daqui sete dias é meu aniversário. E eu vou sentir aquele cheiro da porta do supermercado e vou procurar por alguém já ausente. Me desculpa por todo o sofrimento.
Eu sempre gostei de pistache.
Eu falhei. E te peguei assim de surpresa. E eu juro que não foi por querer. Mas eu sentia coisas que não sabia explicar. E me mande notícias. Sabe aquele gosto tão forte que descobrimos na porta do supermercado? Eu sei, era de pistache.
E vamos os dois saber nada um do outro. Como naquela música que só eu ouço e todos odeiam. E continuo insistindo: me mande notícias, mesmo que ruins. A gente não sabe e não vai saber. Até um tempo passar.
Como se fosse muito fácil pra mim desistir de tudo. Eu sei, foi de surpresa. Eu sei, eu sei. Mas eu lembro daquela conversa e você meio assim, raivosa. E eu sei, a culpa foi minha. Eu falhei. Eu te perdi. Mas aquela essência do supermercado vai ficar. Um pedaço de pistache. E muita saudade.
Hoje eu fui ao bar. E amanhã também. Queimar os ossos na chuva dos mortos. Porque sempre chove no dia de finados. E depois desse feriado, daqui sete dias é meu aniversário. E eu vou sentir aquele cheiro da porta do supermercado e vou procurar por alguém já ausente. Me desculpa por todo o sofrimento.
Eu sempre gostei de pistache.

<< Home