Adotando clichês/Me entrego fácil
Eu lembro daquele vinte e quatro de dezembro, todo mundo te esperando e você chegando atrasada por estar em outro lugar. Um lugar secreto, que ninguém sabia onde era. Com quem era. Eu me lembro de estar perto da janela, o telefone por perto, esperando alguma explicação. Eu lembro que as luzes do enfeite se misturavam com a fumaça do cachimbo. Cachimbo aquele que era do meu avô, talhado com as iniciais do nome dele.
Você chegou me puxando o braço, beijando a minha boca vorazmente. Como se fosse um pedido de desculpas. Eu estava furioso e você linda. Vestido preto, saltos um pouco altos, maquiagem impecável. Não tinha como estar furioso naquela noite, naquela hora. Desculpas aceitas.
Eu lembro daquele vinte e cinco de dezembro, os convidados bêbados vendo especiais das emissoras de televisão. Alguns ensaiavam lágrimas, outros brindavam a todo momento. Copos cheios de vinho, corações vazios de amor.
Eu não tinha me esquecido do seu atraso, então te puxei para um canto, ali no corredor da cozinha. Olhei nos teus olhos e num minuto de desconfiança parecia que não queria mais você naquela casa, e iria além, dizendo que podia levar junto todos os convidados e suas lágrimas falsas. Eu lembro de você me perguntando o que tinha acontecido e meu pensamento lá longe, em todas essas palavras que iria te falar.
Ouvi o meu nome por quatro vezes seguidas. Tirei do bolso uma peça brilhante, pra logo em seguida deixá-la repousando em seu dedo anelar. Ouvi outras palavras por mais vezes, mas não sabia o que significavam. Eu queria guardar aquele momento pra sempre.
Eu me lembro daquele vinte e cinco de dezembro...
Você chegou me puxando o braço, beijando a minha boca vorazmente. Como se fosse um pedido de desculpas. Eu estava furioso e você linda. Vestido preto, saltos um pouco altos, maquiagem impecável. Não tinha como estar furioso naquela noite, naquela hora. Desculpas aceitas.
Eu lembro daquele vinte e cinco de dezembro, os convidados bêbados vendo especiais das emissoras de televisão. Alguns ensaiavam lágrimas, outros brindavam a todo momento. Copos cheios de vinho, corações vazios de amor.
Eu não tinha me esquecido do seu atraso, então te puxei para um canto, ali no corredor da cozinha. Olhei nos teus olhos e num minuto de desconfiança parecia que não queria mais você naquela casa, e iria além, dizendo que podia levar junto todos os convidados e suas lágrimas falsas. Eu lembro de você me perguntando o que tinha acontecido e meu pensamento lá longe, em todas essas palavras que iria te falar.
Ouvi o meu nome por quatro vezes seguidas. Tirei do bolso uma peça brilhante, pra logo em seguida deixá-la repousando em seu dedo anelar. Ouvi outras palavras por mais vezes, mas não sabia o que significavam. Eu queria guardar aquele momento pra sempre.
Eu me lembro daquele vinte e cinco de dezembro...

<< Home